É hora de festejar! "Você Vai Chorar a Tua Liberdade" foi aprovado no edital da Funceb! Surpreendendo e superando expectativas, a peça foi prestigiada com o financiamento desse orgão público numa turnê de 8 apresentações em 6 cidades baianas. Não poderia vir em hora mais oportuna! Nós do elenco ficamos imensamente felizes com a notícia, houve muito esforço e dedicação para que o espetáculo se realizasse, e poderemos assim abrir um novo leque de possibilidades em torno do nosso trabalho.
A verba inclusive tornará viável o retorno do coreógrafo, Waldemar Kretchkowisk, para a continuação e finalização do projeto, visto que o mesmo reside na França. Ainda assim, é necessário apoio privado para que a proposta seja desenvolvida completamente, e todas as despesas previstas sejam compensadas.
Então é recuperar o fôlego e ensaiar, pois a pretensão é melhorar a cada dia, quem sabe beirar a perfeição! Acreditamos no nosso trabalho e o resultado não poderia ter sido melhor!
Muito obrigado a todos que tornaram possível a realização do espetáculo ou até mesmo contribuíram indiretamente para que desse certo.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
sexta-feira, 1 de agosto de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Entendendo o processo...
O projeto desenvolvido por Waldemar Kretchkowsky (foto) é antes de tudo uma pesquisa onde vários pólos se cruzam, geográfico, cultural e humano. O Brasil é o pilar principal, sendo sua herança artística e histórica fontes de inspiração, além do contexto atual. O país no mundo e o mundo no país. A linguagem universal que muda de formas de expressão, mas que se reconhece no essencial, no humano.
Com isso surgiu o interesse de reunir pessoas de diferentes universos artísticos, da dança, do teatro e da música, criando assim uma unidade guardando-se a expressão interior de cada um.
É um trabalho sobre o espaço, tempo, ritmo, com todas as possibilidades e limites que eles nos oferecem. A utilização plástica de objetos contribuem para destacar o aspecto de nosso ambiente cotidiano. Permitir um outro olhar sobre coisas banais para dar-lhes um novo sentido, ou mais exatamente tirá-los de seu contexto habitual para se fazer uma outra leitura.
A pergunta que se faz é a percepção do limite entre o visível e o invisível, o compreensível e o incompreensível, o consciente e o inconsciente. Explora a ambiguidade, deste “entre” que se manifesta numa forma de androgenia que podemos ver constantemente na natureza humana, animal e vegetal.
Vários questionamentos são levantados, tanto da problemática social quanto da pessoal. Num mundo desumanizado e tomado pelo abuso do poder, o homem entregue à escravidão, esvaziado da poesia de sua própria alma, vaga dentro do universo na incertitude, como um servo inútil.
A temática central da peça é a perda da individualidade, da consciência e da liberdade individual do homem moderno, influenciado pelo abandono social, da religião, da escassez de políticas públicas que promovam a cultura, os veículos de comunicação de massa e a sociedade de consumo, que idiotiza e escraviza o cidadão. A esperança de mudanças reside em acordar a alma que está adormecida, os desejos mais profundos, um trabalho interior que leve à consciência, responsabilização, percepção e respeito do outro.
Walter Gaspar.
Assinar:
Comentários (Atom)
